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Médico neurologista e fundador da psicanálise, Freud
apresentou ao mundo o inconsciente e explorou a
mente humana. Sigmund Freud ficou conhecido como
um dos maiores pensadores do século XX. Freud
explorou a psique, desenvolveu uma teoria de
personalidade, estudou histeria, neuroses e
sonhos, entre tantos trabalhos.
Sua Vida
Sigmund Freud nasceu em 1856 na pequena cidade de
Freiberg, na Morávia, então parte do Império
Austro-Húngaro (atualmente é a República Checa).
Seu pai, Jacob, era um modesto comerciante e sua
mãe, Amália, era a terceira esposa de Jacob.
Freud nasceu de uma família judaica e foi o
primogênito de sete irmãos.
Aos três anos de idade, a família Freud se mudou para
Viena, devido ao aumento do anti-semitismo na
Morávia. A cidade de Viena proporcionava aos
judeus boas perspectivas econômicas,
participação política e aceitação social.
Em 1873, aos 17 anos, Freud ingressou na faculdade de
Medicina da Universidade de Viena. Nos anos de
faculdade trabalhou em um laboratório de
neurofisiologia, até sua formatura, em 1881.
Em 1882, Freud conheceu e se apaixonou por Martha
Bernays. Ficaram noivos secretamente até terem
dinheiro suficiente para se casarem, o que veio
a ocorrer quatro anos depois, em 1886, quando
Freud já possuía um consultório particular.
Tiveram seis filhos. A mais nova, Ana,
confidente, secretária, enfermeira, discípula e
porta-voz do pai, também se tornou psicanalista.
Antes de se casar, trabalhou durante seis meses em
Paris com o neurologista francês Jean-Martin
Charcot. Com este, observou o uso da hipnose no
tratamento da histeria e viu estimulado seu
interesse para os distúrbios mentais. Nos anos
seguintes tornou-se especialista em doenças
nervosas e fundamentou a teoria psicanalítica da
mente.
Freud obteve um grupo de admiradores e seguidores que
se reuniam com ele semanalmente. Entre eles se
encontravam Alfred Adler e Carl Jung, famosos
psicanalistas que acabaram se desligando de
Freud para desenvolver suas próprias linhas. O
desligamento de Jung foi muito doloroso para
Freud. Eram bons amigos e Freud via em Jung a
pessoa que iria continuar a transmitir seu
trabalho.
A primeira Guerra Mundial teve um grande impacto em
Freud e no movimento psicanalítico. O fim da
guerra trouxe grandes modificações
político-geográficas e os tratados foram
particularmente severos com os países vencidos.
Viena sofria de fome, frio e desespero. Voltaram
as epidemias mortais, como tuberculose e gripe.
Em 1920, Freud perdeu sua segunda filha, Sophie,
vitima de uma epidemia. Afetado pela guerra e
pela morte de sua filha, Freud escreveu "Além do
Princípio do Prazer", onde ele reconheceu o
instinto da morte.
Em 1923, Freud passou pela primeira de uma série de
cirurgias para extrair um tumor no palato. A
partir desse momento Freud passou a ter
dificuldades para falar, sentia dores horríveis
e desconforto.
Em 1930 publicou "Civilização e seus
Descontentamentos", lançando um olhar pessimista
e desiludido sobre a civilização moderna à beira
da catástrofe.
Com a ascensão de Hitler, Freud, já velho e cansado,
não desejava sair de Viena. Em 1938, quando os
Nazistas entraram em Viena, Freud, sendo judeu,
não teve escolha, a não ser emigrar.
Transferiu-se com sua família para Londres, onde
passou o final de sua vida
Suas Teorias
No esforço de compreender melhor seus pacientes, Freud
iniciou um difícil processo de auto-análise.
Trabalhou com introspecção e interpretação de
seus próprios sonhos. Em 1896, utilizou pela
primeira vez o termo psicanálise.
Ele acreditava que histeria era uma forma de
manifestação da neurose, na qual emoções
reprimidas levariam aos sintomas da histeria.
Estes sintomas poderiam desaparecer se o
paciente conseguisse expressar as emoções
reprimidas que lhe impediam de lidar com uma
vida normal. Com isso, Freud trabalhou no
desenvolvimento de formas que atingissem essas
emoções reprimidas.
Desenvolveu a livre associação; uma técnica
psicanalítica onde o paciente fala tudo que lhe
vem à mente e ao falar surgem sentimentos e
memórias reprimidas.
Freud acreditava que outra forma de acessar o
inconsciente seria através dos sonhos. Em 1899,
Freud publicou "A interpretação dos Sonhos".
Para ele os sonhos eram uma manifestação de
nossos desejos e trabalhando com eles se podia
chegar às memórias e sentimentos profundamente
reprimidos.
Bibliografia
FREUD, Sigmund. Obras Psicológicas Completas
versão 2.0.
ROUDINESCO, Elisabeth - Dicionário de
Psicanálise, Jorge Zahar Editor, RJ-1997.
CHEMAMA, Roland - Dicionário de Psicanálise
Larousse, Artes Médicas, RS-1995.
Laplanche e Pontalis – Vocabulário da
Psicanálise, Martins Fontes, SP-2000.
KAUFMANN, Pierre – Primeiro Grande Dicionário
Lacaniano, Jorge Zahar Editor, 1996.
NASIO, J-D - Introdução às Obras de Freud,
Ferenczi, Groddeck, Klein, Winnicott, Dolto,
Lacan, Jorge Zahar Editor, RJ-1995.
NASIO, Juan-D, O prazer de Ler Freud, Jorge
Zahar Editor, RJ-1999.
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